Pegada de carbono de produtos químicos
Soma dos gases com efeito de estufa emitidos no ciclo de vida de um produto químico, expressa em quilogramas de CO₂ equivalente (kg CO₂-eq).
Para somar gases diferentes, cada um é convertido em CO₂ equivalente segundo o seu potencial de aquecimento global: o metano ou o óxido nitroso pesam mais do que o CO₂ por quilograma emitido. A pegada de um produto calcula-se com a metodologia da avaliação do ciclo de vida (normas ISO 14040 e ISO 14044) e, especificamente para a pegada de carbono, com a norma ISO 14067. O primeiro passo é fixar os limites do estudo: «do berço à porta» inclui matérias-primas, transporte e fabrico até o produto sair da fábrica; «do berço ao túmulo» acrescenta distribuição, utilização e fim de vida da embalagem e dos resíduos. Fixa-se também a unidade funcional, que na limpeza deveria ser uma dose ou uma lavagem, e não um quilo de produto, porque as concentrações de utilização são muito diferentes.
Nos produtos de limpeza, a pegada costuma concentrar-se em três pontos: a produção das matérias-primas, o transporte da água que o produto contém e as embalagens, e a fase de utilização. Quando o produto é usado com água quente, a energia para a aquecer pode superar o resto do ciclo. Por isso, a dose correta, a temperatura de trabalho e os formatos concentrados e reutilizáveis influenciam tanto como a fórmula.
Não deve ser confundida com a pegada de uma organização, que se calcula com outros métodos (como o GHG Protocol ou a ISO 14064-1) e se divide em emissões diretas (âmbito 1), da eletricidade comprada (âmbito 2) e do resto da cadeia de valor (âmbito 3). Em Espanha, o Ministério para a Transição Ecológica gere um registo voluntário de pegada de carbono para organizações.
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