IoT na dosagem inteligente
Uso de equipamentos de dosagem ligados à internet que registam consumos e alertas e permitem revê-los ou ajustá-los à distância.
Um doseador convencional injeta a quantidade programada e não informa de mais nada. Num sistema ligado (IoT, Internet of Things), o controlador da bomba envia dados para uma plataforma na nuvem: quantas vezes doseou, quanto produto consumiu, se uma embalagem se esvaziou ou se uma bomba falhou. Alguns equipamentos incorporam sensores de nível, de caudal ou de condutividade para verificar que o produto chega realmente à máquina ou ao circuito. A partir de um painel web ou de uma aplicação consultam-se os dados por máquina ou por local e recebem-se alertas.
A sua utilidade prática é detetar mais cedo os problemas (uma embalagem vazia, um tubo gasto, uma dose fora do habitual), conhecer o consumo real de cada instalação e dispor de registos que podem servir de apoio documental num plano de limpeza. Não substitui a verificação da limpeza nem a calibração: os dados são tão fiáveis como os sensores que os geram, e um sensor sujo ou descalibrado dá leituras falsas. Exige também uma ligação estável na instalação, gerir quem acede aos dados e manter atualizado o software dos equipamentos.
A dose correta continua a ser a que indica a ficha técnica de cada produto para cada aplicação; o sistema ligado ajuda a verificar que é aplicada, não a decidi-la.
← Voltar ao glossário